
Uma segunda feira qualquer,um pequeno bar com pequeno palco na pista de danca que nao cabe mais que 200 pessoas:esse era o cenario do show da “atriz que virou rock star”,Juliette Lewis and The New Romantiques,sua nova banda.No mesmo palco que jah passaram bandas como The Hives, New Young Pony Club, Maximo Park, The Bravery.

O publico presente eram a maioria de fans,que estavam anciosos pra escutar o novo som e ver o que a nova fase tem de diferente da epoca com The Licks.
Diferente?Sim e muito.Nao digo musicalmente,que o rock continua na flor da pele e na voz de Lewis,com pouco mais de groove,mas sim com a banda interagindo entre si e com a propria cantora.Faltou o “feeling” entre eles.Mal se olhavam ou pareciam ter aquela energia de comeco de tour que a maioria dos musicos tem.Juliette se esforcou muito para mostrar diferente pro publico,deixando todos sem folego com sua performance,que eu diria uma digna versao feminina de Mick Jagger.
Terra Incognita abre o show,musica que da nome ao album que sera lancado em junho,com producao de Omar Rodriguez-Lopez do Mars Volta e que jah nos da uma nocao do que teremos pela frente.

Nao poderia deixar de tocarem musicas gravadas com The Licks,como Sticky Honey,que lembra muito riffs de guitarras dos Stones nos anos 80.
O meio do show,Lewis “tenta” encarnar Janis Joplin cantando Hard Loving Woman, musica rock-blues anos 70,titulo emprestado do Deep Purple.Ponto pra ela!E pra banda,onde o guitarrista fez algo que lembrou Since I’ve Been Loving You,do Zeppelin.

Outras musicas conhecidas como Hot Kiss e You’re Speaking my language pra aquecer o publico e Suicide Dive Bombers eh apresentado pros fans sedentos por novas musicas. Dessa vez uma musica com tom de voz mais sexy,a vibe “tapa na orelha” foi deixada um pouco de lado.

Nao houve bizz ou nenhum momento Juliette saiu do palco por nada.Nas pausas entre musica e outra,as tragadas de agua e toalhas secando rosto molhado de suor,eram feitos entre converas com o publico,aproveitando para fazer a “social”.
Apesar da pobre aparelhagem da casa e a falta de um bom sound-engineer,mostrou-se competente,entre microfonias e “barulhos vindo do alem” que nao faziam parte do repertorio.

Resumindo a noite: Juliette personificou uma rock star,pulando,gritando,flertando com o publico,”batendo cabeca” e seus musicos foram meros coadjuvantes na historia.Um otimo numero Hollywoodiano,se nao fosse pra ser um show de rock.







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